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05 de Junho 2017 Seminário de Desenvolvimento Sustentável é realizado em Coronel Freitas

    No dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho,  Coronel Freitas sediou o 1º Seminário de Desenvolvimento Sustentável. O mesmo tratou de três assuntos muito discutidos na atualidade: aquecimento global, energias renováveis e os efeitos dos agrotóxicos na saúde humana e a importância de uma alimentação saudável. O evento foi organizado pela Cresol Coronel Freitas com apoio da Epagri Ciram, Prefeitura Municipal, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Sintraf, Associação Empresarial de Coronel Freitas (AECF) e Paróquia São José.
Segundo o diretor-presidente da Cresol Coronel Freitas, Roberto Cordazzo, o objetivo foi de provocar o debate no município e região com o intuito de causar impacto nas pessoas da necessidade de mudar o comportamento e ações. “Um outro mundo é possível e nós acreditamos, então o objetivo da Cresol foi reunir as organizações de Coronel Freitas e microrregião para o debate. Mas que esse debate não fique só no dia de hoje, que ele possa ter uma sequência, que possamos nos encontrar, nos reunir para discutir as questões que afetam nosso município como por exemplo o uso de agrotóxicos que trazem danos à saúde da população”, destacou.
Cordazzo salientou que foi envolvida a administração municipal e Câmara de Vereadores e a ideia seria de quem sabe criar uma lei proibindo o uso de agrotóxicos. “Não temos muita escolha. Temos que fazer esse enfrentamento, tomar consciência da gravidade da situação e da necessidade de se estimular e desenvolver tecnologias que preservem o meio ambiente e de produzir alimentos que gerem vida. A melhor herança que podemos deixar é promover a vida”, finalizou o diretor.
Aquecimento Global
O primeiro painel teve como tema o “Aquecimento Global e os efeitos na Economia Local”, com o engenheiro agrônomo, PHD Angelo Mendes Massignam e o engenheiro agrônomo, doutor Éverton Blainski, ambos da Epagri/Ciram de Florianópolis.
Blainski abordou sobre as mudanças climáticas locais, os impactos na agricultura e como é possível se adaptar. “Conhecer as condições de tempo e clima possibilita a tomada de decisão correta, o planejamento de safra e a mitigação de desastres naturais”, enfatizou. Comentou sobre o trabalho realizado pela Epagri/Ciram na questão de zoneamento agrícola, bem como informações meteorológicas. “A Epagri tem essa linha do conhecimento que busca justamente preparar o agricultor para esse cenário de mudança, capacitar os agricultores para usar a informação meteorológica a seu favor e discutir essas questões”, informou Blainski.
Já Massignam apresentou exemplos de mudanças do clima e algumas culturas cultivadas no Estado que sofrerão impactos com essas mudanças. Um dos exemplos é o da maçã que vem sofrendo redução nas áreas cultivadas em Joaçaba, Lages e Curitibanos e aumentando a produção em São Joaquim. “Percebemos o plantio da maçã  migrando de áreas que tem uma temperatura amena para áreas de temperaturas mais frias. Já estamos observando esse  movimento”, comentou. Ele ainda apresentou outros exemplos de culturas que vem sofrendo alterações, migrações de áreas e salientou que dar ênfase a essas mudanças, o que está ocorrendo, possibilita pensar no que pode ser feito para diminuir os impactos negativos dessas mudanças.
Energias Renováveis
    O segundo painel teve como tema “Energias Renováveis”, tendo como palestrante o engenheiro ambiental Luís Thiago Lúcio do Centro Internacional de Energias Renováveis com Ênfase em Biogás (Cibiogás). Segundo o engenheiro, diferente das demais fontes de energias renováveis, o biogás  é trabalhado a partir daquilo que é um problema para os produtores rurais, para as indústrias e também o meio urbano. “Então trabalhamos na importância de tratar o passivo ambiental que você tem na sua atividade ou sua região de modo que você transforme esse passivo em um ativo energético, um ativo econômico, trazendo receita para a sociedade de modo geral”, frisou. Também enfatizou a importância de cada um nesse processo, enfatizando que pequenas ações podem fazer diferença. Além disso, mencionou que em termos de rentabilidade, há alguns cases de biogás, algumas situações que podem trazer retorno econômico para os produtores.
O biogás é produzido a partir de qualquer resíduo orgânico que seja submetido a um processo de fermentação. Segundo o palestrante, é um gás já utilizado há centenas de anos, mas no Brasil é recente o seu uso. Começou a movimentação na década de 1970 e mais intensamente nas últimas duas décadas por conta do aumento do consumo de energia e exigências para que seja tratado resíduos urbanos e agroindustriais. “Houve a conciliação de tratar resíduos com o processo de reduzir custos no processo produtivo. Por meio dessa conciliação teve maior desenvolvimento dos projetos de biogás nesse período”, destacou.
Produção Agroecológica
 “Efeito dos Agrotóxicos na saúde humana e a importância de uma alimentação saudável”. Esse foi o tema do último painel, abordado pela doutora em Educação em Saúde pela UFRS/2014, Vanderleia Laudete Pulga. Entre os relatos de experiências locais está o do produtor agroecológico de Águas Frias, Eliandro Comin. Ele destacou a importância da produção orgânica e agroecológica para a sociedade.
A experiência do mesmo iniciou em 2012 com os primeiros canteiros de alface. De lá para cá foi uma caminhada em busca da certificação que ocorreu em 2015. “Viemos avançando na batalha de conseguir agregar quantidade e qualidade ao produto, além de garantir mercado. Hoje temos 800 metros quadrados de hortas/estufas e em torno de dois hectares de hortaliças durante o ano. O mercado é venda direta e mercado tradicional. Buscamos a produção orgânica por ela não causar danos a quem está produzindo e é um produto saudável ao consumidor, além de  aliar a preservação ambiental”, enfatizou Comin.
Segundo o agricultor, o mercado está expandindo, pois o consumidor está buscando esse tipo de produto, apesar de ainda os produtos não atingirem o valor agregado ideal. Ele comercializa na Feira livre em Águas Frias e mercados de Chapecó e deixa um recado para quem deseja investir em um novo modelo de produção: “Vale a pena e tem mercado para produtos agroecológicos com certificado, é uma questão de escolha”.


 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS

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