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Programas


Formação

O Sistema Cresol Central SC/RS entende a formação como processo sistemático e multidimensional de educação popular através do qual afirma sujeitos individuais e coletivos com conhecimento, atitude e habilidades para incidir de forma consistente e consequente nos processos organizativos da agricultura familiar.

A realização da formação se dá através de estratégias e dinâmicas articuladas entre si de forma a promover a aprendizagem como vivência de práticas e a afirmação de saberes legítimos e sustentados em processos dialógicos. A formação cumpre um papel fundamental de posicionamento que exige que cada participante, desde o seu próprio lugar cultural, mantenha a abertura e efetive diálogos interculturais com outros lugares culturais a fim de chegar a novos lugares em processo de construção aberta. A Cresol entende que a formação não é formatação, não é transferência de conteúdos e métodos, não é ajustamento de condutas. Ela é processo de promoção da liberdade dos sujeitos para habilitá-los a criar condições e oportunidades favoráveis à sua própria constituição como agentes críticos e criativos das relações. Toma a agricultura familiar como forma de vida (mais, portanto, do que uma simples atividade econômica), já que a agricultura familiar articula uma concepção própria de organização e de relação com outras formas de organização e de vida, constituindo-se num modo de ser próprio, aberto e relacionado com outros modos de ser e viver.

Assim, no fundo da concepção de formação está uma compreensão de ser humano relacional, situado no ambiente natural e cultural, e aberto ao transcendente. Em outras palavras, o Sistema Cresol acredita na construção de relações capazes de superar a centralidade do humano contra o ambiental e o transcendental. Pretende articular o humano como que numa teia de múltiplas relações perpassadas por fatores diversos e articulado aos processos cósmicos.

Finalidades e Objetivos

A formação desenvolvida pelo Sistema Cresol tem por finalidade a construção e afirmação de sujeitos individuais e coletivos. Para tal, pretende:

a) Subsidiar a afirmação de uma posição diante da realidade [leitura do mundo] e a identificação das contradições, dos conflitos e dos desafios por ela trazidos a fim de levar a um posicionamento próprio à compreensão do posicionamento de outros;

b) Gerar compromisso com a inserção efetiva dos sujeitos no processo de transformação da realidade concreta, compreendida, interpretada, na perspectiva da construção de uma sociedade justa, fraterna, democrática e pacífica;

c) Promover o autoconhecimento e a formação permanente possibilitando a vivência de diferentes modalidades de expressão e o domínio dos diversos meios de informação e comunicação, de modo cada sujeito possa se perceber capaz de incluir-se em diferentes espaços sociais e políticos atendendo aos desafios e exigências por eles apresentados;

d) Oportunizar o reconhecimento, o resgate e o respeito às diversidades na perspectiva da superação de posturas discriminatórias e excludentes e desenvolvendo a sensibilidade, a tolerância, o respeito e a valorização das diferenças e o reconhecimento do direito a elas, colaborando com a superação dos valores de dominação, o enfrentamento da cultura de massa e as lógicas individualistas e consumistas e na promoção de valores democráticos e participativos de forma que o espaço de formação desenvolva-se como exercício da participação que se amplia e se efetiva também em outros espaços de ação;

e) Viabilizar a (re-)construção da identidade pessoal valorizando a trajetória pessoal e familiar de inserção nos processos de resistência, de organização e de luta como sujeitos que se afirmam como pessoa em relação com outras pessoas e com o ambiente cultural e natural;

f) Colaborar na superação do mito do saber-padrão ressaltando a importância da diversidade do conhecimento e o direito de acesso às suas múltiplas expressões e formas;

g) Investir no desenvolvimento do espírito coletivo através do trabalho associativo e cooperativo no qual seja oportunizado o reconhecimento e distinção do individual e do coletivo, sem sobreposições ou inviabilizações seja de um seja do outro, promovendo a solidariedade e a cooperação através da ajuda mútua e da troca no processo de aprendizagem, no desenvolvimento de tarefas de várias naturezas, na troca e intercâmbio, de forma a aprender junto como viver junto;

h) Oportunizar o desenvolvimento da autonomia através do estímulo à pesquisa, à identificação de problemáticas e de dúvidas, à construção de propostas, à identificação e encaminhamento da solução de problemas, entre outros aspectos;

i) Subsidiar o desenvolvimento de atitudes, competências e habilidades para o exercício das atribuições políticas e profissionais como mediações para a efetivação do cooperativismo e o fortalecimento da agricultura familiar como formas de produção de novas relações transformadas e transformadoras.

Áreas de Ação Formativa

O Sistema Cresol compreende que a formação é formada em vários âmbitos políticos da ação que se articula nas seguintes áreas formativa:

a) Estudo Formativo: realizado através de ações de educação popular, onde a aprendizagem sistemática ganha ênfase e se traduz em atividades de caráter estritamente formativo, presencial, semipresencial ou à distância. Isso articula os saberes e práticas desenvolvidos e construídos pelos próprios agentes do Sistema Cresol e Sistema Cresol como sujeito coletivo;

b) Pesquisa e Sistematização: realizadas através do desenvolvimento da investigação orientada metodologicamente por estratégias de pesquisa-ação que colabore para aprofundar o conhecimento necessário aos sujeitos que atuam no Sistema Cresol e os conhecimentos necessários ao próprio Sistema Cresol, investindo de forma consistente na sistematização dos saberes e práticas desenvolvidas pelos próprios agentes do Sistema Cresol e Sistema Cresol como sujeito coletivo, a fim de realizar a produção do conhecimento e não sua simples assimilação e transmissão;

c) Difusão e Socialização: através da realização estratégias adequadas para públicos específicos e para públicos gerais com a finalidade de ampliar a interlocução social sobre os temas de interesse do Sistema Cresol e de sensibilizar agentes, gerando intercâmbio de experiências, reflexões e posições. Essas áreas podem ser realizadas em ações específicas e próprias a cada uma, assim como podem ser realizadas em ações que as articulem entre si.

Os principais progrmas são:

Cresol Aprende Multiplicadores

Os processos de multiplicação foram adotados a partir do ano de 2013 pelo Sistema Cresol. Podemos compreender que essa metodologia foi, desde o princípio, concebida como uma estratégia de identificação do sistema e como ferramenta de fortalecimento das nossas práticas a partir de agentes internos.

A multiplicação, portanto, deve ser concebida como uma metodologia de ação a partir da luz da Educação Popular Cooperativista, cujo significado é construir formas de aprendizagem que envolvem os próprios sujeitos participantes do processo formativo. Multiplicar, nesse aspecto, não é repassar conhecimentos, saberes e práticas, mas desenvolver estratégias para ampliação dos conhecimentos, inclusão de novos sujeitos, saberes e metodologias em processos de aprendizagem. Esse aspecto é importante frisar que o conhecimento precisa ser concebido como processo, porque nunca está pronto, está sempre no inacabamento.

Essa modalidade de formação é desenvolvida através dos Agentes Comunitários de Desenvolvimento Cooperativo (ACDC), atendentes de Caixas e atendentes de Crédito

Cresol Aprende Novos Colaboradores

É um programa realizado com o objetivo de contextualizar e integrar os novos colaboradores ao Sistema Cresol Central, colaborando para que sejam sujeitos ativos e relevantes do processo.

Cresol Aprende Pós-graduação

A Cresol Central SC/RS em parceria com o Instituto Superior de Filosofia Berthier (Ifibe), está desenvolvendo o curso de Especialização em Cooperativismo de Crédito com Interação Solidária. A mesma teve início em julho de 2015, com o objetivo de qualificar a ação cooperativista de crédito. É voltada para diretores, conselheiros e colaboradores do Sistema. Até o encerramento serão 500 horas aula, sendo 440 horas presenciais e 60 horas semipresenciais.

Cresol Aprende Novos Conselheiros

Tem como objetivos capacitar os conselheiros de administração eleitos no ano, para que compreendam as suas responsabilidades e seu papel frente ao conselho de administração. Além de formar diretores com o entendimento e compreensão acerca da missão, princípios e visão da Cresol Central SC/RS e, também, capacitar conselheiros de administração para que tenham condições de contribuir assiduamente nas atividades da Singular. A periodicidade depende dos processos eleitorais nas singulares.

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